Fotografa Scipião - 2026

até

Evento presencial gratuito

Você gosta de fotografia? Pretende estudar ou já atua na área? O Fotografa Scipião apresenta um ciclo de palestras com diversos nomes do mercado. São abordados temas como fotografia editorial, retrato, publicidade, autoral e fotodocumentarismo. Conheça o trabalho e a trajetória de cada convidado. Um momento de inspiração e troca para você e sua carreira!

  • Data: | às
  • Local do evento: Senac Lapa Scipião
  • Endereço: Rua Scipião 67 - Lapa - São Paulo - SP, 05047-060
  • Ticket: gratuito
  • Link- ID: task-62008
  • Inclua o evento no seu calendário
Atividade encerrada

O Idioma da Casa: práticas do cotidiano

O idioma da casa: práticas do cotidiano parte do doméstico como campo de experiência e de construção de linguagem. A partir de trabalhos desenvolvidos nos últimos anos, a artista compartilha processos de pesquisa que nascem da convivência com o tempo lento, com a matéria e com os gestos do dia a dia. Organizada como uma travessia por cadernos, imagens e experimentações, a fala é um convite a perceber o cotidiano como espaço de investigação poética, de atenção e de relação.

Local: Auditório – Senac Lapa Scipião


Palestrante

Daniela Balestrin

Daniela Balestrin é artista visual e, desde 2020, desenvolve sua pesquisa que atravessa fotografia, escrita e processos fotográficos analógicos e experimentais. Parte de experiências pessoais e da vida cotidiana para criar narrativas que cruzam memória e ficção, imagem e palavra. Trabalha com séries fotográficas, vídeos, objetos e livros de artista. Foi selecionada para o Prêmio Nova Fotografia 2024, do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, e está na shortlist do Sony World Photography Awards 2024 e 2026, ambas na categoria Professional Creative. Em 2023, recebeu o prêmio de Non-Professional Analog Photographer of the Year, do IPA – International Photography Awards, e foi finalista na categoria Discovery of the Year no Lucie Awards. Seu trabalho já integrou exposições coletivas em diversos países e, em 2024, teve sua primeira exposição individual no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. É cofundadora do grupo Falenas, coletivo de mulheres artistas, articulado na pesquisa e prática artística em torno da imagem. Em 2024 o grupo publicou o livro favor fechar os olhos, selecionado na Convocatória de Fotolivros do FestivalZum, São Paulo/Brasil.


Links Relacionados

  • Data: | às
  • Local do evento: Senac Lapa Scipião
  • Endereço: Rua Scipião 67 - Lapa - São Paulo - SP, 05047-060
  • Ticket: gratuito
  • Link- ID: task-62012
  • Inclua o evento no seu calendário

Círculos de Memória e Pervesão

Por meio de narrativas de longa duração, estuda o entrelaçamento de autobiografias, as visualidades LGBTQIAPN+, as invenções documentais e conceituais em torno da dissidência e as infâncias livres.

Local: Auditório – Senac Lapa Scipião


Palestrante

Rodrigo Masina Pinheiro

Masina Pinheiro (n. 1987) é artista residente no Rio de Janeiro, Brasil. Sua práticas abrangem produção cinematográfica, fotografia, ensino, curadoria e escrita. Por meio de narrativas de longa duração, estuda o entrelaçamento de autobiografias, as visualidades LGBTQIAPN+, as invenções documentais e conceituais em torno da dissidência e as infâncias livres. Os prêmios e indicações incluem o Primeiro Lugar no PhMuseum Photo Grant 2021, finalistas do Louis Roederer Discovery Award no festival Rencontres d’Arles 2022 e o Itaú Rumos 2024-2025. Realizou exposições individuais e coletivas em países como França, China, Alemanha, Tunísia, Grécia, Holanda, Lituânia, Portugal e Brasil.


Links Relacionados

  • Data: | às
  • Local do evento: Senac Lapa Scipião
  • Endereço: Rua Scipião 67 - Lapa - São Paulo - SP, 05047-060
  • Ticket: gratuito
  • Link- ID: task-62018
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ZUMVI: Arquivo Afro Fotográfico

Nesta palestra, apresentarei a exposição dedicada ao Zumví Arquivo Afro Fotográfico, um dos mais importantes acervos de imagens da experiência negra no Brasil contemporâneo. Partindo da frase de Lázaro Roberto — “eu fotografo para o futuro” — a conversa abordará a origem do Zumví, criado em 1990 por Lázaro Roberto, Aldemar Marques e Raimundo Monteiro, em um contexto de intensa efervescência política e cultural negra na Bahia, marcado pela reorganização do Movimento Negro Unificado, pela emergência dos blocos afro e afoxés e pela reafricanização de práticas culturais e religiosas. A palestra percorrerá também o modo como esse arquivo se constituiu ao longo de mais de três décadas como um espaço coletivo de produção de memória — reunindo hoje mais de 30 mil fotografias — e apresentará o recorte de cerca de 400 imagens que compõem a exposição. Ao longo do encontro, discutirei algumas das temáticas que organizam esse conjunto de imagens: manifestações do movimento negro e de outros movimentos sociais, a visita de Nelson Mandela à Bahia, os quilombos do Recôncavo, o carnaval reinventado por afoxés e blocos afro, festas populares e religiosidades públicas, trabalhadores invisibilizados das ruas, além de retratos, práticas estéticas e formas cotidianas de presença negra na cidade. Mais do que um arquivo “sobre” a população negra, o Zumví se constitui como um arquivo produzido desde dentro de uma experiência negra vivida, em que a fotografia aparece não apenas como registro, mas como gesto político de memória, reconhecimento e projeção de futuro. Nesta palestra, proponho compartilhar o processo curatorial da exposição e refletir sobre o papel dessas imagens na construção de uma memória coletiva em movimento.

Local: Auditório – Senac Lapa Scipião


Palestrante

Hélio Menezes

Hélio Menezes é curador e antropólogo. Co-curador da 35ª Bienal de São Paulo, Coreografias do impossível, foi Diretor Artístico do Museu Afro Brasil e curador de Arte Contemporânea e Literatura do Centro Cultural São Paulo. É mestre em Antropologia Social pela USP e Affiliated Scholar ao Brazil Lab da Princeton University.  Seus textos e conferências circulam em instituições como MoMA, Clark Art Institute, Duke University, Goethe-Institut e NYU. Foi idealizador do projeto Dos Brasis (SESC), e curador das exposições Améfrica (Centro Andaluz de Arte Contemporânea), Carolina Maria de Jesus: um Brasil para os brasileiros (IMS), Histórias Afro-Atlânticas (MASP/Instituto Tomie Ohtake), Vozes contra o racismo, além de mostras na National Gallery (Washington DC), na Mariane Ibrahim Gallery (Chicago) e no Museu de Arte Osório César, entre outras. Em 2021, foi reconhecido pela ArtReview como uma das 100 pessoas mais influentes da arte contemporânea global.